Ação de Formação n.º 29 – 2016/2017_PD “O Património Local como recurso escolar multidisciplinar”
Modalidade: Curso de Formação
Registo de Acreditação: CCPFC/ACC – 87536/16
Duração: 25 horas presenciais
N.º de Créditos: 1,0
Formadora: Maria Madalena da Silva Canas
Destinatários: Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário
Local da Formação: Escola-sede do Agrupamento de Escolas do Paião
Inscrições:
Os professores interessados em frequentar esta ação de formação devem preencher e enviar a Ficha Inscrição 291617PD, acompanhada do BI ou do CC para geral.cfaebeiramar@gmail.com ou entregue diretamente no CFAE Beira Mar.
O período de inscrições decorrerá entre as 12,00h do dia 16 de fevereiro de 2017 e as 12,00h do dia 28 de abril de 2017.
A ação de formação só irá funcionar com o número mínimo de 12 formandos (número máximo a admitir: 22 formandos).
Critérios de seleção dos formandos:
1. Docentes do Agrupamento de Escolas do Paião;
2. Docentes de Unidades Orgânicas associadas do CFAE Beira Mar;
3. Docentes de Unidades Orgânicas não associadas do CFAE Beira Mar;
4. Ordem de inscrição.
Calendarização:
– 10 de maio, quarta-feira 15:00 – 19:00h
– 24 de maio, quarta-feira 15:00 – 19:00h
– 31 de maio, quarta-feira 16:00 – 19:00h
– 22 de junho, quinta-feira 14:00 – 17:00h
– 23 de junho, sexta-feira 14:00 – 17:00h
– 28 de junho, quarta-feira 14:00 – 18:00h
– 3 de julho, segunda-feira 14:00 – 18:00h
Total: 25 horas
Razões justificativas:
A escola, enquanto instituição formadora, tem o dever de contribuir de forma significativa e preponderante para a formação integral dos alunos. Entre os vários aspetos dessa formação estão o exercício da cidadania e os conceitos de memória coletiva, de pertença a uma comunidade, de uma “casa comum” que é preciso preservar.
É neste âmbito que se enquadra a Educação para o Património, bem como o desenvolvimento de uma sensibilidade e consciência que tornarão os alunos futuros cidadãos responsáveis e empenhados na preservação do Património Local, cultural e natural da região à qual pertencem, bem como do seu país.
A sensibilização dos professores, através da informação e do conhecimento do meio local, nas suas múltiplas vertentes, capacitá-los-á mais a serem agentes do desenvolvimento, em cada um dos alunos, do respeito pelo património e capazes de intervir na sua preservação.
Todas as áreas curriculares estão envolvidas na formação integral dos alunos e poderão socorrer-se do Património Local para o ensino/aprendizagem de alguns dos seus conteúdos programáticos. O Património Local como bem comum pode, e deve, ser utilizado como um bom recurso, abrangente, que permitirá o desenvolvimento de atividades disciplinares, quer em sala de aula, quer através da aprendizagem com saídas de campo/visitas de estudo, onde os discentes colocarão em prática aprendizagens adquiridas ou explorarão o meio, com a orientação dos professores, construindo conjuntamente os seus saberes. Este recurso será otimizado quando promover a interdisciplinaridade.
Objetivos:
O curso de formação permitirá ao professor:
– Refletir sobre as potencialidades pedagógicas multidisciplinares do Património Local, cultural e natural; – Identificar as possibilidades de utilização do Património Local em atividades de carácter interdisciplinar;
– Dotar os formandos de conhecimentos que lhes permitam produzir materiais de apoio à exploração do tema em sala de aula ou em saídas de campo/visitas de estudo;
– Realizar atividades em trabalho colaborativo;
– Conhecer exemplos do Património Local possíveis de utilizar como recurso a associar à abordagem dos conteúdos disciplinares (Património histórico construído, património natural, cultura popular, artesanato/profissões, crenças, tradições, etc.) existentes na região da Figueira da Foz.
– Partilhar experiências e/ou recursos.
– Visitar alguns exemplos do Património Local e Museus/Núcleos Museológicos.
Conteúdos:
O curso de formação terá a duração de 25 h que serão distribuídas do seguinte modo:
Organização e planeamento da ação (1 hora)
• Avaliação de necessidades e interesses;
• Debate dos objetivos da ação;
• Organização do trabalho a desenvolver;
• Documentação e materiais de apoio.
Os diversos tipos de Património (2 horas)
• Património Histórico/Cultural
• Património Natural
• Património Material e Imaterial
• Património Nacional, Mundial e da Humanidade
O Património Local (2 horas)
• Natural (O mar, o Rio Mondego, as Lagoas de Quiaios e a Serra da Boa Viagem)
• Histórico (Construções, Lendas, etc.)
• Igrejas, Capelas, Alminhas e Nichos
• Toponímia
• Gastronomia
• Festas religiosas
• Modos de falar
• Profissões (o campo, o mar, as salinas, etc.)
• As fontes.
• Associações recreativas, desportivas e culturais
Possibilidade de Utilização do Património Local como Recurso Escolar Multidisciplinar (3,5 horas)
• Apresentação de Exemplos (Fichas, recursos, possibilidades de exploração multidisciplinar, etc.) e reflexão sobre os mesmos.
Descoberta do Património Local (8 horas)
• Visita de Estudo ao Núcleo Museológico do Sal e Rota das Salinas
• Visita de Estudo à fábrica de Arroz de Ernesto Morgado
• Visita de Estudo aos monumentos de Seiça e ao Convento do Louriçal
• Recolha de fotografias/filmes do património visitado.
Atividades de carácter prático (8 horas)
• Pesquisa de recursos, online.
• Elaboração, em trabalho colaborativo, de projetos de roteiros, propostas de saídas de campo/visitas de estudo, de caráter interdisciplinar;
• Apresentação das propostas elaboradas pelos formandos.
Avaliação do trabalho desenvolvido (0,5 h)
• Preenchimento do questionário
Metodologia de realização da ação:
As atividades a realizar no curso decorrem em sessões presenciais, teórico/práticas, num total de 25 horas. Durante a formação serão realizadas algumas saídas de campo/visitas de estudo, num total de 8 horas.
As sessões terão caráter predominantemente prático, com momentos demonstrativos de aspetos do património local/regional, recorrendo a apresentações em PowerPoint, fotografias e vídeos.
Os formandos serão sujeitos à realização de trabalhos práticos, em colaboração, aplicando os conhecimentos adquiridos e recorrendo aos recursos TIC. Posteriormente farão a apresentação dos trabalhos.
Desenvolver-se-á um ambiente favorável à reflexão conjunta, ao trabalho colaborativo e à partilha, de ideias, opiniões e recursos.
Avaliação do trabalho desenvolvido
Regime de avaliação dos formandos:
* Obrigatoriedade de frequência de 2/3 das horas presenciais.
* Participação nas sessões – 40%
* Trabalho de grupo a desenvolver e apresentar ao longo da ação – 50%
* Relatório individual de reflexão final (10%): com aplicação dos pressupostos pedagógicos e mobilização dos conhecimentos adquiridos em formação – (máximo 3 páginas).
* Trabalhos teórico-práticos e reflexões efetuadas nas sessões presenciais de acordo com os critérios previamente estabelecidos, classificados nas escola de 1 a 10, conforme indicado na Carta Circular CCPFC – 3/2007 – Setembro 2007, com a menção qualitativa de:
– 1 a 4,9 valores – Insuficiente;
– 5 a 6,4 valores – Regular;
– 6,5 a 7,9 valores – Bom;
– 8 a 8,9 valores – Muito Bom;
– 9 a 10 valores – Excelente.
Modelo de avaliação da ação:
a) pelos formandos: resposta a um inquérito elaborado para o efeito;
b) pelo formador: resposta a um inquérito elaborado para o efeito;
c) pelo Centro de Formação: elaboração de um relatório global de avaliação com base nos instrumentos avaliativos utilizados por formandos e formador.