Ação de Formação Oficina de Formação Educação em Empreendedorismo – 1º ciclo
Modalidade: Oficina de Formação
Registo de Acreditação: CCPFC/ACC – 85861/16
Duração: 15 horas presenciais + 15 trabalho autónomo
N.º de Créditos: 1,2
Formador: Alexandre Almeida (GES Entrepreneur)
Destinatários: Professores do 1.º ciclo do Ensino Básico
Local da Formação: Cantanhede (local a designar)
Inscrições:
Os professores interessados em frequentar esta ação de formação devem preencher e enviar a ficha-de-inscricao-051617pd, acompanhada do BI ou do CC para geral.cfaebeiramar@gmail.com ou entregue diretamente no CFAE Beira Mar.
O período de inscrições decorrerá entre as 12,00h do dia 21 de outubro de 2016 e as 12,00h do dia 11 de novembro de 2016.
A ação de formação só irá funcionar com o número mínimo de 10 formandos (número máximo a admitir: 16 formandos).
Critérios de seleção dos formandos:
1. Docentes do 1.º CEB de Unidades Orgânicas associadas do CFAE Beira Mar dos concelhos definidos – Figueira da Foz (5 vagas), Cantanhede (4 vagas), Montemor-o-Velho (3), Mealhada (2), Mira (2);
2. Docentes do 1.º CEB de Unidades Orgânicas associadas do CFAE Beira Mar;
3. Docentes do 1.º CEB de Unidades Orgânicas não associadas do CFAE Beira Mar;
4. Ordem de inscrição.
Calendarização:
16 de novembro, quarta-feira 18,00 – 21,00h
7 de dezembro, quarta-feira 18,00 – 21,00h
25 de janeiro, quarta-feira 18,00 – 21,00h
2 de março, quinta-feira 18,00 – 21,00h
19 de abril, quarta-feira 18,00 – 21,00h
Objetivos:
O que se pretende com esta oficina é proporcionar aos professores o contato com uma nova realidade que será a curto prazo emergente no sistema educativo. Este momento formativo irá colocar os professores em condições de ministrarem sessões sobre esta temática com os seus alunos, ao mesmo tempo que os irá familiarizar com a metodologia de ensino learning by doing a mais indicada e mais utilizada para o ensino/aprendizagem desta temática. Assim, os objetivos específicos desta Oficina são:
. Sensibilizar os formandos para a importância, pertinência e utilidade do empreendedorismo no mundo actual;
. Familiarizar os formandos com o modelo de ensino learning by doing;
. Promover atividades que permitam desenvolver e descobrir o espírito empreendedor;
. Permitir a utilização de novas competências pedagógicas a utilizar na elaboração de programas e planificação de aulas;
. Implementar estratégias para ajustar e alcançar objetivos empreendedores;
. Desenvolver, nos formandos, a capacidade de facilitadores em empreendedorismo.
. Implementar nas suas turmas atividades e dinâmicas formativas associadas à temática do empreendedorismo.
. Conceber um projeto-turma que vise o desenvolvimento de determinados comportamentos empreendedores e que sirva como um objetivo a atingir para os alunos, servindo como meio para o desenvolvimento de competências empreendedoras.
Conteúdos:
SESSÕES DE TRABALHO PRESENCIAL (15 HORAS)
Bloco 1 Conceito de empreendedorismo e o seu papel no contexto atual (4 horas)
Atividades de “descoberta do grupo” para a criação um ambiente de confiança e partilha entre os formandos e auto-avaliação das suas características empreendedoras.
Atividades “anatomia do empreendedor” – o perfil e características de um empreendedor.
Sensibilização para a importância do empreendedorismo no século XXI. A compreensão do papel dos empreendedores na sociedade.
Bloco 2 A criatividade, inovação e oportunidades no processo empreendedor (2 horas)
Desenvolvimento de atividades que permitam desenvolver e potenciar a criatividade e inovação, visando a geração de ideias e identificação de oportunidades de negócio para as mesmas. Atividades de geração de ideias (“Processo Walt Disney” e o brainstorming).
Bloco 3 A educação em empreendedorismo (4 horas)
Introdução ao modelo de ensino do empreendedorismo – “Modelo de ensino da learning by doing – actividades para a compreensão do modelo e suas diferentes fases.
Aplicação do modelo de empreendedorismo da CGI na conceção de atividades de empreendedorismo.
Realização de simulações com vista a treinar diferentes dinâmicas e estratégias comunicativas.
Bloco 4 O empreendedorismo na prática: comunicação e desenvolvimento de projetos empreendedores (5 horas)
Neste bloco trabalhar-se-á, como se passam das ideias à prática, com vista a auxiliar os docentes na organização dos diferentes momentos e experiências empreendedoras em que os alunos deverão participar. Serão abordados alguns conceitos, como planeamento dos negócios e/ou projetos e estratégias de comunicação e divulgação.
Bloco 5 Da teoria à prática (15 horas)
O trabalho autónomo deve ser realizado de forma a acompanhar os conteúdos e temáticas formativas que vão sendo ministradas nas sessões presenciais.
Cada docente deve definir um projeto com a sua turma, ou seja, um tema e/ou objetivo em que irão trabalhar e procurar integrar no desenvolvimento do mesmo, pelo menos, 5 sessões de sensibilização para a temática (duração de 90 minutos) e que permitam desenvolver diferentes competências empreendedoras. Para além disso, cada professor deve definir um momento-alto para o seu projeto em que os alunos possam demonstrar as suas aprendizagens e ter uma experiência empreendedora e diferente daquelas a que estão habituados (por exemplo, feiras de mini-negócios, voluntário por um dia, concursos de ideias, etc). No desenvolvimento do projeto os professores poderão utilizar os materiais pedagógicos que lhe serão fornecidos e as sessões serão dinamizadas de acordo com o edital do ME- DGIDC para o empreendedorismo.
Metodologia de realização da ação:
SESSÕES DE TRABALHO PRESENCIAL (15 HORAS)
As sessões serão essencialmente teórico-práticas e práticas. Serão utilizados os métodos, expositivo, interrogativo e ativos, recorrendo a diferentes estratégias e técnicas pedagógicas: trabalho de grupo, debate, resolução de problemas, simulação e jogos pedagógicos.
Os professores serão colocados perante desafios e problemas que devem resolver, com o intuito de os motivar para a temática, de experienciar diferentes situações empreendedoras e perceber qual a pertinência da temática no mundo atual e no contexto educativo.
As sessões presenciais visam motivar os professores para a temática e levá-los a descobrir o seu perfil empreendedor, mas para além disso, procurar-se-á trabalhar com eles conteúdos, conhecimentos e atividades que eles possam depois desenvolver e implementar com os alunos.
SESSÕES DE TRABALHO AUTÓNOMO (15 HORAS)
O trabalho autónomo será desenvolvido em contexto de sala de aula e é o momento em que os professores deverão colocar em prática os conhecimentos e competências que têm desenvolvido nas sessões presenciais, aplicando a metodologia aprendida. Neste trabalho poderão utilizar as atividades e recursos pedagógicos que lhes são fornecidos e deve ser o professor a decidir quais os temas que desejam trabalhar com os alunos e em que momentos o farão, devendo procurar adequar as atividades às necessidades dos mesmos.
As sessões de empreendedorismo visam motivar os alunos para a temática, mas acima de tudo, mostrar-lhes que o empreendedorismo poderá ser um caminho possível para a sua vida pessoal e profissional e que é cada vez mais necessário ter espírito de iniciativa e sermos criativos a resolver os problemas com que nos deparamos.
As sessões serão acompanhadas, não só com o intuito de se avaliar os professores, mas acima de tudo com o objetivo de os apoiar e auxiliar na implementação dos projetos.
Para além de implementarem as sessões com os alunos, os docentes deverão equacionar e organizar um momento em que os alunos possam mostrar o que aprenderão e partilhar com a comunidade em que estão inseridos, os seus conhecimentos e competências empreendedoras.
Regime de avaliação dos formandos:
Avaliação quantitativa de cada formando expressa numa escala de 1 a 10 valores, nos termos da Carta Circular CCPFC – 3/2007, de Setembro de 2007.
Classificados de 1 a 10, com a menção qualitativa de:
• 1 a 4,9 valores – Insuficiente;
• 5 a 6,4 valores – Regular;
• 6,5 a 7,9 valores – Bom;
• 8 a 8,9 valores – Muito Bom;
• 9 a 10 valores – Excelente.
Os formandos serão sujeitos a uma avaliação contínua por observação, resolução de problemas e ainda a realização de um relatório final, onde constem as evidências do trabalho que desenvolveram e uma reflexão sobre o mesmo.
Os critérios a utilizar são:
– Domínio dos conhecimentos
– Evolução da aprendizagem
– Participação e empenho nas atividades
– Responsabilidade e autonomia no desenvolvimento do projeto
– Relações interpessoais
– Generalização dos saberes (transfere ou generaliza os saberes adquiridos a novas situações)
– Organização e planeamento do projeto e respetivos momentos
Estes critérios incidirão nos seguintes parâmetros:
PARTICIPAÇÃO no Trabalho Presencial – 50%
• Interesse e empenho (20%)
• Participação ativa e domínio dos conteúdos (30%)
TRABALHO DESENVOLVIDO COM OS ALUNOS – 50%
(Outras indicações serão dadas no documento de descritores de avaliação a distribuir aos formandos).